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29
Mar

Re…

Revivendo? Ressuscitando? Renascendo? Algo nesse estilo…

Amigos, sei que sumi de novo, apesar de ter dito que não o faria. Mas vocês me entederiam se soubessem dos detalhes da minha vida nos últimos tempos.

Como já está tudo organizado e caminhando direitinho como deve ser, quis voltar ao blog falando de um assunto que eu amo e nunca acaba: música!

Começaria pelo LP, mas eu peguei pouco dessa fase com um som que tinha na casa dos meus avós, então não vou entrar nesses méritos que não fazem parte do meu tempo. Vamos direto para os CDs: Antes todos sofriam para comprar um por causa dos preços caros. No início eles se justificavam, já que era uma tecnologia nova, com embalagens diferentes e mais caras feitas de plástico com encartes (ao contrário dos LPs que tinham embalagens de papelão e eram bem mais baratas de se fabricar), mas com o passar dos anos o que antes valia o sacrifício passou a se tornar ridículo, afinal você poderia copiar de um amigo. Surgia a pirataria… Mas também não vou falar dela, porque acho que merece um post exclusivo.

Logo em seguida o formato MP3 apareceu e acabou de vez com a vantagem de se comprar um CD. Por que raios alguém pagaria R$50,00 num CD que precisava de, no mínimo, um discman para ser ouvido, tinha em torno de 14 músicas e ainda engasgava se você ouvisse caminhando, quando poderia comprar o magnífico mp3 player que era minúsculo e carregava 80 músicas (só para começar, porque a capacidade dos aparelhinhos foi só aumentando)??? É lógico que a compra de um CD saiu de 90% das listas de desejos da população mundial com acesso a tecnologia. Eu que antes economizava na mesada para comprar um CD dos Guns and Roses, nunca mais comprei um até o ano passado. O que aconteceu? Aconteceu que as produtoras se deram conta de que não existe vitória contra a internet, o MP3 e a pirataria. Baixaram os preços dos CDs, diminuiram a qualidade das embalagens (o que importa é o som, não é?) e começaram a usar a internet para divulgação dos novos lançamentos. Voltei a comprar! Pouco, mas voltei.

“Meu DEEEEEUUUS para que comprar se existe download?!” A resposta é bem simples e eu dou como pergunta: quem financia o seu artista preferido se você não paga pelo trabalho dele? Sou 110% a favor de download, mas só no caso de se montar uma lista gigaaaaante e levar numa viagem ou a caminho do trabalho. Também vale para conhecer uma banda que você nunca tinha ouvido antes, ou até o álbum novo de uma cantora que você já conhecia. Agora, quando você já conhece as músicas, adora a banda e sabe todas as letras de cor, porque não pagar o sustento dos caras? “Eles ganham milhões!” Nem todos. E mesmo que fossem todos, algumas profissões dão mais dinheiro que outras. Superem isso! Um cirurgião plástico também ganha milhões e nem por isso acho que vocês procurariam um cara num consultório “fundo de quintal” para fazer a sua. OK, OK…. disse que não falaria de pirataria.

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27
Jan

Ano Novo

Sei que estou há séculos sem postar. Estou em dívida com quem acompanha (ou acompanhava a essa altura) o blog. Não vou me justificar muito porque alguns motivos vocês são capazes de concluir sozinhos: provas na faculdade, trabalho, fim de ano corrido… Mas além desses motivos tenho um que estou evitando falar há mais de um mês: A morte da minha cachorra, Prica.

Ela merece um post só dela e eu ainda não acredito que ela se foi antes mesmo de vocês terem a chance de ler histórias dela, mas hoje ainda não é o dia. Só peço desculpas pelo tempo ausente mas eu realmente precisei de um tempo pra mim no meio da confusão que foi meu fim de ano. Saí da empresa onde estava trabalhando antes do que planejava, me desdobrei em cinco para conseguir fazer todos os trabalhos finais da faculdade (sendo um deles um vídeo em três cenários onde eu era a camera, diretora, iluminadora e editora), Prica morreu um mês antes do meu aniversário, família não se reuniu para o Natal ou Ano Novo, não consegui ver meu irmão, não falei com meu pai no Natal, não tiro férias há 3 anos e ainda inventei de trabalhar como extra natal no shopping (vendedora) para ocupar a cabeça e o tempo (e me ocupou 20 dias sem folgas trabalhando em pé 13h por dia). O resumo disso foi a exaustão. Precisei mesmo de um tempo longo para me recuperar, mas cá estou eu de volta.

O engraçado é que eu já estou há semanas pensando em postar algo, mas nunca tinha aquele ânimo que me fazia digitar loucamente. Meu fim de ano foi triste e não queria um texto deprimente para começar o ano. No fim das contas o que me fez postar hoje foi alguém ter perguntado “por que você não faz um blog?”, respondi que já tinha e me deu vergonha pensar que tinha abandonado um projeto que eu desejei realizar durante tanto tempo. Então vamos começar com o resumo do ano novo, porque o velho ficou para trás.

2011

O trabalho enlouquecedor na loja me permitiu comprar o meu notebook tão sonhado e estou agora com ele no colo, rindo por ter riscado mais um item na minha lista de desejos (preciso de uma lista nova).

Tive a melhor comemoração de aniversário de toda a minha vida, com amigos novos e antigos.

Estou procurando trabalho agora na área de comunicação, mas não dispenso oportunidades na área de administração, afinal já tenho bastante experiência nela.

Me livrei da minha operadora de celular que dava mais trabalho do que benefícios.

Muitas mudanças em 2011.. e o ano só pode melhorar, apesar de ainda estar com algumas dificuldades para renovar minha matrícula na faculdade.

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1
Dez

MÚSICA – Boston

A banda por volta de 1976

Para ser sincera nao conheco muito da banda Boston, mas sei que amo essa musica que tem tanto a ver com a fase em que estou entrando agora na minha vida. Acabei descobrindo a letra por causa da serie, Supernatural, em que estou viciada gracas a um amigo.

Guitarra para lavar a alma!

[Me desculpem pela falta de acentuacao, mas estou usando o notebook de um amigo que esta completamente desconfigurado.]

 

Peace of Mind

Now if you’re feelin’ kinda low ’bout the dues you’ve been paying
Future’s coming much too slow
And you wanna run but somehow you just keep on stayin’
Can’t decide on which way to go
Yeah, yeah, yeah

I understand about indecision
But I don’t care if I get behind
People livin’ in competition
All I want is to have my peace of mind.

Now you’re climbin’ to the top of the company ladder
Hope it doesn’t take too long
Can’tcha you see there’ll come a day when it won’t matter
Come a day when you’ll be gone
Ohh Ohhh

I understand about indecision
But I don’t care if I get behind
People livin’ in competition
All I want is to have my peace of mind.

Take a look ahead, take a look ahead, yeah, yeah, yeah, yeah…

Now everybody’s got advice they just keep on givin’
Doesn’t mean too much to me
Lot’s of people out to make-believe they’re livin’
Can’t decide who they should be.
Ohh Ohhh

I understand about indecision
But I don’t care if I get behind
People li vin’ in competition
All I want is to have my peace of mind.

Take a look ahead, take a look ahead. Look ahead.

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29
Set

Trabalho em grupo. Nessa idade?

Quando você era criança e tinha que fazer trabalho em grupo para a escola, tudo era uma festa. Fazer “trabalho em grupo” siginificava que você tinha uma desculpa para colocar todos os seus amigos na sua casa de uma vez só (para desespero da sua mãe) e ainda ganhava um lanche ótimo de bônus… algo como cachorro-quente ou nuggets com muito ketchup acompanhado de Coca-Cola. Se você tivesse muita sorte, ganhava batata frita ou brigadeiro. Parece absurdo, mas sendo tudo congelado, são os lanches mais rápidos e práticos para se preparar nesse mundo.

Claro que você não parava no trabalho. Ficava metade da tarde jogando o que estivesse disponível (video-game, detetive, imagem & ação, burrinho, mau-mau, jogo da vida…), depois vinha o lanche e só aí, com os dedos engordurados, que você fazia o trabalho.

Bom mesmo era quando o seu trabalho tinha um líder. Confuso era quando todo mundo queria ser líder. No entanto, se ninguém assumisse o comando, certo que seu trabalho sairia do tema. Que ser humano consegue manter um único assunto numa conversa de duas ou três horas?

Mas não se engane se você pensa que terá a mesma sorte na faculdade. Ninguém se conhece, você tem um grupo diferente para cada matéria, os prazos mudam o tempo todo, quase todas as pessoas estão ocupadas o dia inteiro e você nunca pode marcar uma reunião, e o santo fim de semana Deus nos livre de ser usado para trabalho de faculdade. Você acaba fazendo reuniões pela metade na praça de alimentação tendo que gritar para ser ouvido e depois parte para a biblioteca onde a mais silenciosa risada se torna motivo de olhares atravessados. Ainda tenta dividir a compra de material só que ninguém tem tempo mais uma vez. Ensaio para apresentação? Nem pensar, o máximo que você consegue é combinar um “meio” improviso.

Estou adorando a loucura, a correria e conhecer tantas pessoas novas, mas fazer trabalho em grupo tem sido uma complicação diária. Os trabalhos acabam sendo feitos por e-mail mesmo. Salve a internet! Até agora tem dado certo, falta ver as notas… rs.

~~~~//~~~~

Me desculpem se eu ficar me repetindo demais nesses temas de faculdade, mas é que ultimamente é só o que eu tenho tido tempo de fazer. Se são nossas escolhas que nos levam para onde estamos, minhas escolhas de menina responsável me levaram para o suicídio social e a total falta de tempo para o lazer. Minha rotina está travada no circuito trabalho-faculdade-casa. Me esforço ao máximo para manter o blog e espero ter mais histórias para contar no futuro, mesmo que sejam sobre o passado.

Aliás, o próximo post não pode fugir de um tema que eu adoro, mas que ainda não tratei aqui: política. Com as Eleições no domingo, impossível tratar de algum assunto diferente.

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20
Set

Música – Jason Mraz

Adoro Jason Mraz, apesar de só ter conhecido suas músicas depois dele ja ter lançado o terceiro CD… Uma mistura gostosa de ritmos doces e outros mais agitados que deixam o cd inteiro combinando com qualquer situação em qualquer lugar com qualquer pessoa. Hoje preciso postar uma das minhas preferidas aqui porque ultimamente só ele tem me trazido paz e tranquilidade para pensar e seguir em frente sem tropeçar nos meus próprios pés. Essa letra tem tudo a ver com as confusões que eu crio para mim mesma sem perceber.

A Beautiful Mess

You’ve got the best of both worlds
You’re the kind of girl who can take down a man,
And lift him back up again
You are strong but you’re needy,
Humble but you’re greedy
Based on your body language,
your shouted cursive I’ve been reading
You’re style is quite selective,
though your mind is rather reckless
Well I guess it just suggests
that this is just what happiness is

Hey, what a beautiful mess this is
It’s like picking up trash in dresses

Well it kind of hurts when the kind of words you write
Kind of turn themselves into knives
And don’t mind my nerve you can call it fiction
‘Cause I like being submerged in your contradictions dear
‘Cause here we are, here we are

Although you were biased I love your advice
Your comebacks they’re quick
And probably have to do with your insecurities
There’s no shame in being crazy,
Depending on how you take these
Words that paraphrasing this relationship we’re staging

And it’s a beautiful mess, yes it is
It’s like, we are picking up trash in dresses

Well it kind of hurts when the kind of words you say
Kind of turn themselves into blades
And the kind and courteous is a life I’ve heard
But it’s nice to say that we played in the dirt
Cause here, here we are, Here we are
Here we are

We’re still here

And what a beautiful mess this is
It’s like taking a guess when the only answer is yes

And through timeless words in priceless pictures
We’ll fly like birds not of this earth
And tides they turn and hearts disfigure
But that’s no concern when we’re wounded together
And we tore our dresses and stained our shirts
But it’s nice today, oh the wait was so worth it


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20
Set

Comente

Queridos, amigos, fãs, seguidores, leitores… rs

Muitos já me perguntaram como comentar nos posts. Vou usar esse post curtinho para explicar: basta clicar no título do post e o blog carrega uma página onde existe uma caixa de comentário.

No futuro, irei trocar a cara do blog, o que vai permitir que vocês tenham um link direto para os comentários no fim de cada post.

Enquanto a mudança não acontece, não deixem de comentar, reclamar, falar o que estão achando. Além da interação ser ótima, só assim vou saber o que melhorar.

Beijos

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1
Set

Ler, ler, ler e ler mais um pouco

As aulas da faculdade começaram oficialmente há três semanas. Na prática, há duas. Tenho cinco disciplinas e oito livros para ler, além das apostilas na xerox e pesquisas pessoais. Resumo da obra: estou lendo livros no quarto, no banheiro, no metrô, no ônibus, no trabalho, na hora do almoço, no intervalo…

Até agora estou lendo o livro indicado pelo professor de Criatividade para um trabalho, “A Força dos Modelos Mentais”.  Estou adorando o livro e já tive que renovar o empréstimo na biblioteca pela falta de tempo para terminar a leitura… mas e os livros que eu não acho na biblioteca? Livros de R$40, R$50… tenho pena do pessoal de medicina e engenharia, cursos que eu sei que tem livros muito mais caros (desconsiderando um livro nosso que custa em torno de R$150,00). Para ser sincera, a maioria dos livros não são obrigatórios, somente dois é que são… mas eu que sempre fui traça-letras, não consigo não pensar em ler todos.

Minha grande dificuldade realmente está em desembolsar a grana por todos eles e acredito fazer parte da maioria nesse caso. Fico pensando: como as pessoas estudam? Ninguém tem interesse por esse material? Tantos títulos, informações, conhecimento… Tão perto e, ao mesmo tempo, inacessível para a maioria. Acabei decidindo procurar pelos livros na internet e achei dois em pdf, o que ajuda, mas não resolve. Lembrei de como foi fácil achar um livro em sebo no ano passado e resolvi revisitar sites antigos que eu não usava há muito tempo: Estante Virtual, Sebos Online e A Traça.

Outra opção bem legal que descobri essa semana na minha preocupação em achar os outros títulos indicados pelos professores foram os sites de intercâmbio de livros. Ou seja, você empresta um seu e ganha pontos para pegar outro emprestado. Os bem comentados são: Trocando Livros, Troca de Livros (esse eu não conheço ninguém que já tenha usado) e Livra Livro.

Ainda acredito que livros digitais mais baratos seriam a grande solução, mas como isso ainda não é uma realidade no nosso país, fico com os sebos… Mas as dicas estão dadas.

=== Atualizando ===

Há um bom tempo atrás tinha descoberto uma rede social exclusivamente sobre livros, mas eu tinha esquecido. Lá você vê comentários sobre livros que deseja ler, sinopses, sugestões, pessoas dispostas a trocar livros… Bem interessante. Eu já me cadastrei. Estou atualizando o post para passar o link para vocês: Skoob

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27
Ago

Motorista?

Ainda não tinha comentado aqui, mas estou fazendo auto escola.

Finalmente concluí as entendiantes 45 aulas obrigatórias, das quais somente 10 não foram de assuntos repetidos (isso porque estou sendo generosa). Depois disso fiz a prova teórica que foi agendada para quase um mês após a conclusão das aulas e fui aprovada errando só três questões bobas que eu fui incapaz de lembrar. Só que a parte interessante da história não está aí, mas sim na primeira aula prática.

Já disse que tenho 21. Nunca dirigi um carro na vida (exceto por uma vez que dei uma volta no quarteirão de uma cidade do interior, sem movimento algum de pedestres ou outros veículos e que o carro não precisava passar a marcha). Fui para a primeira aula esperando fazer como minha amiga tinha contado:  ”nas primeiras duas aulas você só vai sentar no banco do motorista e ficar respondendo o que o instrutor perguntar… coisas como ‘cade a luz de freio? onde está a seta?’” Fui enganada.

Chegando na auto escola, coloquei a digital naquele computador ingrato que me fez perder aula duas vezes por falha do sistema, a aula foi iniciada e saímos da auto escola para buscar o carro. Já comecei pensando “gastando 5 minutos para chegar até o carro e depois 5 minutos para voltar, só vou perder meu tempo com 50 minutos de conversa sobre luzes do painel”. Entrei no carro, a instrutora começou a puxar assunto perguntando se eu já tinha dirigido, contei minha historinha da volta no quarteirão enquanto ela tirava o carro da vaga apertada e estacionava alguns metros a frente numa rua paralela. Trocamos de lado e ela falou o que era cada coisa, me mostrou como passar a ré e disse a frase que seria a mais feliz desse mês se eu não tivesse me matriculado na faculdade também em agosto: “agora engata a primeira e vamos sair daqui.” Minha vontade era bater com os pés no chão do carro como uma criança muito animada com a própria festa de aniversário.

Engatei a primeira sem erros, fui apertando um pedal devagar enquanto soltava o outro e, na hora entrar na pista de novo, olhei pelo retrovisor e vi um ônibus monstruoso amarelo vindo na minha direção. OK, ok.. o ônibus não mudou de tamanho, mas quem fez auto escola no centro da cidade sabe do que eu estou falando. O ônibus parece do tamanho de uma carreta vindo na sua direção quando visto pelo espelhinho minúsculo. Primeiro reflexo que eu fui obrigada a controlar foi meter o pé no freio…

Não meti o pé no freio, mas também parei de acelerar. Segui no cantinho da pista até a curva e quando cheguei no sinal a instrutora me explicou como parar: “solta o acelerador e vai pisando no freio devagarinho…” Fui pisando no freio e nada do carro parar. Vi o Taxi Meriva chegando perto demais e afundei o pé no freio ao mesmo tempo que ela terminava a frase “antes de afundar o pedal do freio, aperta a embreagem”. Já era. hahahaha… O carro morreu e o ônibus amarelo medonho estava colado atrás de mim.

Para minha felicidade, e dos motoristas atrás de mim, essa foi minha única engasgada. Quando o sinal abriu, engatei a primeira tranquilamente e fui dosando os pedais de novo até sair do lugar. Dei algumas voltas pelos 45 minutos mais curtos da minha vida. Dirigir é tão bom! A sensação do motor roncando de leve, o controle inconsciente para passar de uma marcha para outra… Me chamem de Maria Gasolina, mas adoro um carro! Mais ainda uma moto!!!

Mas nada mais chato para um motorista do que os pedestres. Depois daquela aula, acredito que todo ser humano tem instinto suicida. Um carro andando a 40km/h com faixas amarelas gigantes nas laterais para indicar que uma pessoa completamente sem noção estava atrás do volante e, AINDA ASSIM, todos se jogavam na frente do carro para atravessar a pista correndo. Sobrevivi e os pedestres malucos também.

Ainda terei que cumprir façanhas como subir rampa, parar em ladeira, estacionar… mas essas eu conto em outras chances. Só não podia deixar passar a sensação de dirigir pela primeira vez. Agora quero maaaais!

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25
Ago

Diversão

De acordo com o dicionário Michaelis, diversão é “aquilo que desvia o espírito das coisas que o preocupam ou a atenção do assunto em que está concentrada.”

Há algum tempo descobri que ir à boates e bares é divertido. Sempre achei cinema divertido. Comprar roupas é divertido (na verdade, chegar em casa cheia de coisas novas é que é). Internet é divertido. Mas tudo isso depende de dinheiro, afinal você precisa pagar sua entrada na boate e o couvert no bar, além das bebidas; precisa pagar o ingresso do cinema e do lanche depois do filme; internet que preste só banda larga.

Só tenho uma grande, gigantesca, imensa dúvida: O que aconteceu com os programas baratos? Sim, porque quando eu tinha uns 14 anos não tinha dinheiro para nada e ainda assim me divertia muito com meus amigos. Sinto falta de jogar Imagem & Ação e dar risada dos desenhos tortos e ininteligíveis; discutir na locadora para escolher um filme e fazer pipoca de microondas na casa dos amigos (e rir muito nos filmes de terror com as piadas do pessoal jogado no sofá); picnic no Jardim Botânico; ver os meninos jogando futebol ou volei no aterro do Flamengo; tomar sorvete no quiosque da praia de Copacabana no fim da tarde; teatro popular, etc. Eram tantas opções! O que as crianças fazem hoje em dia para se divertir?

Cada vez mais tenho notado todos tão envolvidos com a tecnologia… Crianças grudadas aos controles remotos de video games cada vez mais caros, cinema com preços absurdos nos ingressos (até a pipoca é cada vez mais cara e menos saborosa), a televisão com uma programação decadente que nos obriga a ter tv paga para ter acesso aos melhores programas, parques de jogos eletrônicos onde até montanhas-russa são feitas de simuladores virtuais (ninguém simula aquele friozinho na barriga de uma queda longa!), para ouvir música a programação dos rádios é uma chatice cheia de intervalos e propagandas, o que nos obriga a comprar players para as centenas ou milhares de músicas que gostamos…

Me sinto uma velha pensando assim, mas é a pura verdade! Passear por feiras de livros sentindo aquele cheira de tinta velha no papel, ouvir um pouco de música em encontros abertos. Reunir todos os amigos para jogar Detetive ou video game, que seja, mas eram campeonatos onde cinco pessoas se apertavam em um sofá de três lugares e outras sete pessoas espalhadas pelo chão torciam contra eles para assim chegar sua vez de jogar também. Era bom marcar de ver Friends na casa dos amigos quando não tinha dever de casa depois da aula. Jogar RPG. Aqueles bem bobinhos porque nunca fomos viciados, exclusivamente gostávamos dos impasses de “por qual caminho seguir” tão familiar por conta do vestibular. Simplesmente sentar no terraço do Botafogo Praia Shopping com a minha melhor amiga e ver os barquinhos na Baía de Guanabara enquanto tomava uma casquinha do McDonald’s ou comia uma trufa de cereja das Lojas Americanas.

Não me sinto nostálgica. Não queria voltar no tempo, mas queria que as pessoas se lembrassem como tudo isso pode ser bom e aceitassem um convite para tomar um sorvete e jogar conversa fora no fim do dia vez ou outra. Nem todo happy hour precisa ser de chopp.

Para os constantemente interessados em economia, façam as contas: Um chopp custa R$4,00, enquanto um sorvete custa apenas R$1,50. Não vale a pena resfriar a cabeça e curtir paisagens maravilhosas de papo furado com um amigo (amigo de verdade, e não companheiro de copo)?

Vocês não acham que pode valer a pena?

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13
Ago

Dúvida? Agora não

Comecei esse blog como uma forma de motivação para deixar minha indecisão que me prendia no passado. Fazer intercâmbio, faculdade, algum investimento, etc., são escolhas que traçam o rumo das nossas vidas nos causando um medo e uma certa paralisia por não sabermos que consequências nos aguardam. Parecem sempre escolhas definitivas. No caso da faculdade, tem gente que segue o fluxo e vai atrás de qualquer coisa só para não ficar para trás. Quem pode esperar, espera. Eu me encaixo num outro grupo: não quis escolher qualquer coisa e perder tempo com coisas que se tornariam inúteis caso eu mudasse de idéia, mas também não podia esperar. Imagino que muitas outras pessoas se incluam nesse grupo.

Eu já comentei aqui que o primeiro item na minha lista de desejos (lista que costuma variar bastante e ser bem longa, mas que tem alguns itens fixos) era começar a faculdade. A verdade é que na época do vestibular eu gostava de tudo, porque eu não conhecia nada. Exatamente, eu não conhecia nada. Ninguém que termina o ensino médio conhece o mundo, o mercado de trabalho, a sensação de se ter um chefe ou a de acordar atrasado e não poder pensar “ah… chego no segundo tempo”. Acabei escolhendo um curso meio por intuição, meio por indecisão para que prestar o vestibular. Concorri para vaga de Comunicação Social na UFRJ e para Desenho Industrial na UERJ. É claro que não passei, se não fosse assim, faculdade não seria a linha condutora desse post.. rs

A escolha mais importante que eu fiz nessa época afinal, foi começar a trabalhar. Antes mesmo de ter o resultado dos vestibulares, eu distribuí currículos em algumas lojas que eu gostava e conhecia para ter uma graninha em dezembro. Fui contratada como extra de natal e comecei a trabalhar no dia seguinte ao meu último dia de aula. Sequer tive férias, mas achei ótimo pois não fiquei desocupada, o que teria sido extremamente frustrante.

Fiquei um ano no comércio e, em seguida, consegui uma oportunidade num cargo administrativo prestando serviços para a Vale, onde permaneci por um ano e meio, e quando saí, continuei no setor administrativo/financeiro numa empresa de TI onde estou há um ano. Pensei em fazer administração, pois eu já atuava no meio. Ainda bem que não fiz a minha escolha baseada nisso.

Depois de tantas voltas para decidir o que fazer da vida e também de inverter a ordem natural das coisas, acabei escolhendo o que? O mesmo curso para que tinha prestado o meu primeiro vestibular! HAHAHAHAHA… É triste, mas é cômico. Há pouco tempo li a seguinte frase: “Repensar a escolha é confundir a intuição”. Foi o meu caso. Sem conhecer o mundo, fiz uma escolha. Conhecendo um pouquinho dele, escolhi a mesma coisa: Comunicação Social.

Não me arrependo de não ter iniciado a faculdade logo depois do ensino médio, ou não teria tido a chance de passar por tudo o que passei e que contribuiu para o meu crescimento pessoal. Mas em algum momento tive que deixar o medo de escolher uma coisa “sem volta” e dar um rumo para minha vida. O que eu posso dizer por experiência própria é que nada é permanente. Tudo se transforma. E não pense também que as escolhas não tem volta. Você não precisa rebobinar a fita, basta virar o lado e outra música começa. Nada do que passamos fica perdido e tudo nos acrescenta algo. A única forma de passarmos por isso é escolhendo.

Se eu percebi que um blog serviria de auto motivação, foi porque nele é preciso ter histórias para contar, opiniões para compartilhar e informações para somar. Mas a vida inteira é assim e não podemos passar por ela em branco.  Como ter algo para contar sem tentar, sem arriscar, sem viver? Quero muitas histórias. Quero ser capaz de fazer vocês rirem, de pensarem e mudarem de opinião. Quero ter a habilidade de levar informação sem me tornar uma chata repetindo textos de outros. Quero ser capaz de deixar a minha marca e trilhar o meu próprio caminho.

Não tenho mais dúvidas, a melhor escolha é tentar. Estou tentando Comunicação Social. Estou tentando me esforçar mais no trabalho. Estou tentando acordar mais cedo nos finais de semana para andar de bicicleta. Estou tentando ter sempre algum dinheirinho para viajar. Mas, acima de tudo, estou tentando aprender. Tentando ter sempre a coragem de arriscar e continuar tentando.

Eu quero ir em frente levando só o que for bom. O que vocês querem?

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